No dia 2 de março de 2016 eu, juntamente
com demais colegas bolsistas, supervisoras coordenadora e a pesquisadora nos
reunimos mais uma vez, para um mais um encontro do PIBID desta feita,
a coordenadora e a supervisora propôs para nós uma oficina, mais precisamente
um atelier bibliográfico, onde pudemos expressar as experiências vividas no PIBID, confesso que
não escolhi uma só experiência e sim
toda a trajetória, pois considero que cada momento foi imprescindível para
fazer com que nosso aprendizado.
E por isso costurei no meu
retalho um caminho para relembrar minha trajetória no curso.
Esse caminho começa exatamente
assim, uma folha verde que representa a esperança de estar em um programa que
oportuniza a sua entrada na docência, fazendo com que de fato você se torne, professora,
pois o mesmo atrela teoria com pratica, levando o discente ao chão da escola mostrando
a ele a realidade da profissão .O retalho preto retrata os meus medos, minhas duvidas
e as ansiedade de estar participando de algo novo, o retalho preto florido significa
que os medos estão saindo de cena para dar o lugar, as certezas, e a segura que
adquiri, no decorrer do curso, já o coração florido me lembra que todo que foi almejado
e planejado, com muitas lutas, dificuldades foi executado,
com muito amor e dedicação. E por fim a seta que indica um caminho que pretendo
seguir já que a formação é continuada e o aprendizado se dar por toda vida não
pretendo para na graduação.
Diante disso foi no ano de 2014
que se iniciou essa longa trajetória de busca pelo aprendizado logo de inicio
no primeiro encontro a coordenadora nos orientou sobre a importância de
produzirmos um memorial, onde constaria toda nossa trajetória escolar relatando
partes importantes, desde as series iniciais, até achegada à universidade.
Memorial esse que é fundamentado teoricamente, nos estudos feitos nas rodas de
conversa, e que continua sendo construindo a cada passo que danos no decorrer
do curso.
E como sempre acontece comigo fui
contemplada por minha colega Mariana, para ler o meu memorial para todos os
demais, sendo assim passei a elaborar meu memorial e fui me dando conta de como
escrever não é tarefa fácil e tive que fazer e refazer varias vezes, por conta
da minha falta de experiência na escrita, porém
pra isso tive a orientação da
coordenadora que foi imprescindível para a elaboração pois foi a partir das
orientações que aprendi a organizar as minhas ideias. Dessa forma consegui
elaborar meu texto e partilha para com os colegas.
E durante esse período de dois
anos tivemos encontros e atividades diversas como: rodas de conversa, oficinas,
leituras, participação nos fóruns do moodle, produções escritas tipo, resenhas,
mapas conceituais, assistimos filmes, construção de blogs e elaboramos os
roteiros de observação de entrevista e questionários para a visita na escola. Cada
etapa dessas foi imprescindível na construção do meu conhecimento, destaco aqui
as construções de resenhas, relatório e mapa conceituais, pois a dificuldade na
escrita sempre foi um dilema na minha como se torna professor sem saber escrever
direito, não me tornei uma escritora de excelência mais o PIBID vem me ajudando a superar essa dificuldade na medida em que a escrita é compartilhada para que os demais colegas venha
opinar, seja nos blogs no moodle, trazendo cada um do seu jeito uma
contribuição para minha formação já que não somos detentor do conhecimento,
muito pelo contrario ele se dar de forma conjunta .
E Toda essa etapa foi importante, pois
depois de muita leitura e muito debate fomos para a escola e é preciso entender
o contexto escolar, antes mesmo de entrarmos nela, precisamos nos desfazer de
todo os preconceitos. Segundo VIANA: O observador tem que se preparar
teoricamente antes de ir a campo para que ele possa conhecer a cultura do
observado e conhecer os problemas existentes e assim ter sucesso na pesquisa. Vale ressaltar que a pesquisa etnográfica
deve abranger o ensino e a aprendizagem no contexto mais amplo e não ficar
restrito a sala de aula.
Ao entramos na escola pode
compreender o contexto escolar assim também como as relações que existe entre
os sujeitos envolvidos nela, a importância do papel do professor seguida da
gestão e dos outros atores sócias da escola. E quando começamos a pratica de fato o ato docente dia
a pós dia no chão da escola tínhamos que fazer e muitas das vezes refazer os
planos de aulas pois havia uma demanda a ser atendida e dificuldades a ser
superada do tipo alunos com níveis diferentes que, tínhamos que ter o
compromisso levar para eles atividades que atendesse a suas necessidades, e era
muito prazeroso ver que todo seu esforço foi compensado quando vimos que os que
não liam fluentemente passavam a ler ou aqueles não tinha uma boa escrita,
passaram a escrever formalmente e toda essas conquistas só foi possível por
conta dessa trajetória de leitura escrita reescrita, debates dando opiniões e ouvindo a opiniões dos colegas das
coordenadoras e supervisora e assim foi aprendendo e ensinando de forma conjunta
e compartilhada.
Desta forma vou tornado minha
formação docente mais prazerosa e realista possível, pois só sabe o que é ser
professor quem realmente estar pronto pra encarar de fato os desafios da
profissão que a cada dia que passa só
aumenta e infelizmente a graduação por si só não da conta de nós forma
profissionais capazes de enfrentar essas dificuldades.
Vale ressaltar que vivemos em um
país onde a educação infelizmente não é prioridade, ainda falta muita coisa a ser feita para a
educação melhorar, porém é através de programas educacionais como o PIBID que temos uma qualificação, pois
o mesmo permite o ingresso de discentes
como assim eu em sala de aula, proporcionado tanto a
qualificação desse futuro docente quanto a interação dele com a comunidade e a
realidade escolar e é essa interação que faz toda diferença na educação.


