sexta-feira, 11 de março de 2016

No dia 2 de março de 2016 eu, juntamente com demais colegas bolsistas, supervisoras coordenadora e a pesquisadora nos reunimos  mais uma vez,  para um mais um encontro do PIBID desta feita, a coordenadora e a supervisora propôs para nós uma oficina, mais precisamente um atelier bibliográfico, onde pudemos expressar  as experiências vividas no PIBID, confesso que não escolhi  uma só experiência e sim toda a trajetória, pois considero que cada momento foi imprescindível para fazer com que nosso aprendizado.
 


E por isso costurei no meu retalho um caminho para relembrar minha trajetória no curso. 

Esse caminho começa exatamente assim, uma folha verde que representa a esperança de estar em um programa que oportuniza a sua entrada na docência, fazendo com que de fato você se torne, professora, pois o mesmo atrela teoria com pratica, levando o discente ao chão da escola mostrando a ele a realidade da profissão .O retalho preto retrata os meus medos, minhas duvidas e as ansiedade de estar participando de algo novo, o retalho preto florido significa que os medos estão saindo de cena para dar o lugar, as certezas, e a segura que adquiri, no decorrer do curso, já o coração florido me lembra que todo que foi almejado e  planejado,  com muitas lutas, dificuldades foi executado, com muito amor e dedicação. E por fim a seta que indica um caminho que pretendo seguir já que a formação é continuada e o aprendizado se dar por toda vida não pretendo para na graduação.
Diante disso foi no ano de 2014 que se iniciou essa longa trajetória de busca pelo aprendizado logo de inicio no primeiro encontro a coordenadora nos orientou sobre a importância de produzirmos um memorial, onde constaria toda nossa trajetória escolar relatando partes importantes, desde as series iniciais, até achegada à universidade. Memorial esse que é fundamentado teoricamente, nos estudos feitos nas rodas de conversa, e que continua sendo construindo a cada passo que danos no decorrer do curso.
E como sempre acontece comigo fui contemplada por minha colega Mariana, para ler o meu memorial para todos os demais, sendo assim passei a elaborar meu memorial e fui me dando conta de como escrever não é tarefa fácil e tive que fazer e refazer varias vezes, por conta da minha falta de experiência na escrita, porém  pra isso tive a orientação  da coordenadora que foi imprescindível para a elaboração pois foi a partir das orientações que aprendi a organizar as minhas ideias. Dessa forma consegui elaborar meu texto e partilha para com os colegas.
                                                                                                                                               
E durante esse período de dois anos tivemos encontros e atividades diversas como: rodas de conversa, oficinas, leituras, participação nos fóruns do moodle, produções escritas tipo, resenhas, mapas conceituais, assistimos filmes, construção de blogs e elaboramos os roteiros de observação de entrevista e questionários para a visita na escola. Cada etapa dessas foi imprescindível na construção do meu conhecimento, destaco aqui as construções de resenhas, relatório e mapa conceituais, pois a dificuldade na escrita sempre foi um dilema na minha como se torna professor sem saber escrever direito, não me tornei uma escritora de excelência mais o PIBID vem  me ajudando a superar  essa dificuldade na medida em que a escrita é  compartilhada para que os demais colegas venha opinar, seja nos blogs no moodle, trazendo cada um do seu jeito uma contribuição para minha formação já que não somos detentor do conhecimento, muito pelo contrario ele se dar de forma conjunta     .
            E Toda essa etapa foi importante, pois depois de muita leitura e muito debate fomos para a escola e é preciso entender o contexto escolar, antes mesmo de entrarmos nela, precisamos nos desfazer de todo os preconceitos. Segundo VIANA: O observador tem que se preparar teoricamente antes de ir a campo para que ele possa conhecer a cultura do observado e conhecer os problemas existentes e assim ter sucesso na pesquisa. Vale ressaltar que a pesquisa etnográfica deve abranger o ensino e a aprendizagem no contexto mais amplo e não ficar restrito a sala de aula.                                                                                                                                                                                                                                           
Ao entramos na escola pode compreender o contexto escolar assim também como as relações que existe entre os sujeitos envolvidos nela, a importância do papel do professor seguida da gestão e dos outros atores sócias da escola. E quando  começamos a pratica de fato o ato docente dia a pós dia no chão da escola tínhamos que fazer e muitas das vezes refazer os planos de aulas pois havia uma demanda a ser atendida e dificuldades a ser superada do tipo alunos com níveis diferentes que, tínhamos que ter o compromisso levar para eles atividades que atendesse a suas necessidades, e era muito prazeroso ver que todo seu esforço foi compensado quando vimos que os que não liam fluentemente passavam a ler ou aqueles não tinha uma boa escrita, passaram a escrever formalmente e toda essas conquistas só foi possível por conta dessa trajetória de leitura escrita reescrita, debates dando opiniões  e ouvindo a opiniões dos colegas das coordenadoras e supervisora e assim foi aprendendo e ensinando de forma conjunta e compartilhada.
Desta forma vou tornado minha formação docente mais prazerosa e realista possível, pois só sabe o que é ser professor quem realmente estar pronto pra encarar de fato os desafios da profissão que  a cada dia que passa só aumenta e infelizmente a graduação por si só não da conta de nós forma profissionais capazes de enfrentar essas dificuldades.
Vale ressaltar que vivemos em um país onde a educação infelizmente não é prioridade,  ainda falta muita coisa a ser feita para a educação melhorar, porém é através de programas educacionais  como o PIBID que temos uma qualificação, pois o mesmo  permite o ingresso de discentes como assim  eu  em sala de aula, proporcionado tanto a qualificação desse futuro docente quanto a interação dele com a comunidade e a realidade escolar e é essa interação que faz toda diferença na educação.