Experiencias no PIBID
E assim eu sigo experimentado novas experiências no pibid. Com o intuito de entender o espaço escolar foi sugerido para nós pela coordenadora para que fossemos fazer uma pesquisa do tipo etnográfica. No entanto antes, fizemos leitura de autores do tipo DAYRELL, Juarez Tarcísio. A escola como espaço sociocultural; e GHEDIN, Evandro Franco; SANTORO, Maria Amélia. Questões de método na construção da pesquisa em educação. Para entendermos melhor o que é uma pesquisa etnografia.
E após as leituras e rodas de conversas para o melhor entendimento do assunto realizamos de forma colaborativa dispositivos de pesquisas estivemos na escola, Vilma Brito Sarmento que estar localizada no loteamento da água branca, no bairro do jequienzinho da cidade de Jequié na Bahia. Para observamos como se da o espaço físico social e cultural da escola e as relações sócias dos atores que estão inseridos na instituição, pois como futuros professores precisamos ter ciência de como são configuradas as relações no ambiente escolar.
Diante da oportunidade de estar inserido na escola podemos entrevistar professores alunos, direção e coordenação e possamos a entender o contexto escolar. Apesar das dificuldades encontradas pelos sujeitos inserido naquela instituição como falta de estrutura física adequada para atender as necessidades dos alunos, e o descaso do poder publico para as necessidades existentes na escola. Percebemos que entre os atores sociais da escola há uma relação de respeito mutuo uns pelos outros cada um com seus limites e sabendo qual é o seu papel na escola respeitando suas diferenças.
Assim que terminamos as observações e as entrevistas, analisamos os dados e passamos a ver a necessidade de estarmos inseridos também na sala de aula para observar a pratica da professora e entender quais eram as maiores necessidades existentes na sala de aula. Passamos assim a observa a sala da professora Maria Lucia do 4 ano e percebemos que a sala tem 21 alunos oriundos de classe trabalhadora e a mesma é heterogênea, ou seja, os alunos têm níveis variados.
Uma das maiores dificuldades encontradas em sala de aula estar relacionado à alfabetização, pois é justamente o motivo da heterogeneidade alguns alunos são alfabetizados e outros não é um desafio para a professora que tem que trabalhar de forma diferenciada.
Ao analisar os dados recolhidos na sala de aula fizemos a leitura do livro: Alfabetização: método sociolinguístico: Consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire. Oneide e Olympio Mendonça. Este livro traz o método sociolinguístico como forma de alfabetização com o uso da palavra da palavra geradora. Leitura essa que foi imprescindível para a compreensão dos dados recolhidos na escola assim também como, a elaboração de hipóteses de diagnósticos.
Após a leitura fizemos debate e construímos um diagnostico para verificar mais profundamente as necessidades dos alunos. Aplicamos o diagnostico verificamos que dos 20 alunos 12 são alfabetizados e 8 estavam no nível silábico, ou seja, a maioria sabe ler e escrever com precisão e os outros ainda sentem dificuldades mais na leitura porque na escrita todos são copistas.
A partir dai passamos a elaborar atividades de intervenções com a finalidade de colabora com o ensino aprendizado dos alunos, ao mesmo tempo nós bolsistas aprendemos a alfabetizar, já que em todas as aplicações das atividades tivemos a observação e orientação da professora supervisora Maria Lucia. As atividades foram diversas utilizamos textos diversos como fabulas músicas, contos, poemas, e questões do tipo conteudistas, reflexivas e estruturalistas.
Fizemos passo a passo do método Paulo Freire e da palavra geradora, vale ressaltar que a escolha da palavra geradora foi feito através do universo vocabular da comunidade, ou seja, do contexto histórico que os alunos estão inseridos. e sobre isso Oneide e Olympio diz que a codificação e a decodificação representa a fase necessária da exploração das potencialidades mentais do alfabetizando e é por meio das linguagens que deve proceder à técnica de ler e escreve. E Freire ressalta que: a interação verbal é colaboradora e enriquecedora do processo de alfabetização forma que sua pratica dinamiza e motiva o processo de ensino e aprendizado.
E os alunos participaram de forma gratificantes, com isso obtivemos resultados expressivos, onde alunos com dificuldades na escrita e na leitura evoluíram satisfatória.
Dando seguimento a leitura e a escrita foi sugerido pela nossa coordenadora que fosse realizada juntamente com os alunos, um trabalho lúdico, onde a junção entre entretenimento e aprendizado trouxesse de forma prazerosa a leitura e escrita dos alunos, depois de debatermos a forma de elaboração decidimos fazer um scrapbook, ou seja, um espécie de diário onde pode se guarda as recordações. E assim foi feito, primeiro foi confeccionada pelas crianças uma caixa, onde os textos escritos por eles foram guardados e logo após os foram escrito os textos que seguiu a seguinte metodologia:
Lemos textos para eles do tipo contos, fabulas, e pedimos a eles que escrevesse da forma que eles ouviram, depois corrigimos os textos individualmente cada bolsista com seus alunos, isso ocorreu porque cada bolsista ficou responsável por acompanha 4 alunos da sala para poder acompanha o desenvolvimento deles, ao retorna a sala no dia seguinte fizemos uma correção coletiva mostrando a eles onde estavam dificuldades, deles. Após isso eles reescreveram os textos com as correções, de estrutura e ortografia devidamente feitas.
Os textos foram colocados na caixa e guardados pela professora para eles sempre que poder retoma a atividade e ao mesmo tempo apreciar, o trabalho feito por eles, porque apesar de ter nossa orientação a participação dos alunos foi primordial para a elaboração dos trabalhos idealizados por nós, bolsista, coordenadora, e supervisores.
Todos esses trabalhos feitos na escola foram expostos no seminário do pibid que foi realizado na universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em na cidade de Jequié no mês de dezembro. Assim também com as apresentações dos pôsteres, retratando nossa experiência.


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