quinta-feira, 3 de setembro de 2015

V INTERVENÇÃO 

Logo após realizado o diagnostico percebemos que teríamos que focar na leitura e escrita dos alunos do 4 ano, na sala exitem vários níveis, e não podemos deixar de atender a nenhum deles, os  níveis são silábico alfabético , pré silábico e alfabético.e juntamente com emus colegas de grupo nós reunimos para planejar e assim fizemos um plano de aula, pesquisamos na internet, textos e nossas compartilhamos entre nós, nossas pesquisas, vale ressaltar que a internet é uma ferramenta imprescindível para a realização investigação de conhecimentos. Para leitura e escrita escolhemos como genro textual uma lenda o "CURUPIRA". não só por estar na semana do folclore mais também por achar interessante trazer para o cotidiano deles a nossa cultura que é tão rica e não pode ser esquecida. Optamos no primeiro momento por levantar os conhecimentos deles, questionando sobre o tema,pois sabemos que as crianças não são tabulas raças e seus conhecimentos por mais comum que seja devemos levar em consideração, em seguida trabalhamos a palavra geradora NATUREZA, dando continuidade ao método sociolinguístico que já vimos trabalhando e obtendo resultados significativos. Escolhemos atividades de todos os níveis, para os alunos niveis alfabetico fizemos a rescrita do texto e os demais realizamos ditados de palavras retiradas do contexto da lenda.nossa intervenção teve duração de quatro dias, e fechamos nossas atividades, com um Quis onde todo o assunto que foi passado seria relembrado, nesse Quiz e os alunos que mais acertasse as questões seriam premiados com balas. Planejar aula antes de adentrar a sala de aula tem contribuido e muito para minha formação, pois o professor tem que saber o que estar fazendo claro que não é uma tarefa facil e ressalto aqui o trabalho imprescindivel da nossas professoras: superfissoras coordenadora e da pesquisadora Socorro,             

quinta-feira, 30 de julho de 2015

DIAGNOSTICO II

Chegou o meio do ano  precisamos saber como estar o aprendizado dos alunos se as intervenções feitas  no inicio do ano  até o presente momento tem surtido efeito, e assim eu e meus colegas nos reunirmos para elabora atividades que pudesse diagnosticar como anda a leitura e escrita  do alunos já que o nosso foco é alfabetização. Segundo Silva "ler é um direito de todos os cidadãos; direito este que decorre da próprias formas pelas quais os homens se comunicam nas sociedades letradas. A presença de analfabetos (iletrados) no Brasil não nasce por acaso ou porque os indivíduos optaram por não-ler; o problema é que as autoridades não estão interessadas em desenvolver o gosto pela leitura junto a todos os segmentos da população"(SILVA, 2005, p.50) diante disso sentimos a necessidade de focar na leitura e escrita que é uma lacuna existente na sala do 4 ano da escola Vilma Brito Sarmento. E  no dia 21 /7/2015 nos reunimos para a apresentar nossa proposta de intervenções para as professoras e coordenadoras,  momento esse de muito aprendizado pois as atividades foram presentadas e elas puderam nus orientou  na revisão dessas atividades e reconstrução das mesmas.  





 As atividades foram aplica nos dias 22 e 23 /07/2015, com a participação ativa dos alunos, vale ressaltar que sempre tem aqueles que resistem em fazer os deveres  mais com o dialogo e insistência por parte nossa e da professora Maria Lucia que a todo momento nus observa e sempre estar disposta a  contribui para nossa forma eles se convenceram e fizeram. vale ressaltar que os alunos que se recusa a fazer o dever são os que mais tem dificuldades em ler e escrever e por esse motivo eles se setem incapazes e outros percebemos que é preguiça mesmo de fazer as atividades. 
Nós utilizamos com leitura o texto “Amor” das autoras Lalau e Laura Beatriz. leitura essa que foi realizada de forma individual para que pudêssemos observa cada aluno,e saber em que nível estar sua leitura e interpretação, aplicamos também atividades de interpretação textual, e de analise linguística  
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Com os dados do diagnostico em mãos sentamos  para analisar as atividades aplicadas na escola e podemos perceber que os avanços foram muitos eles estão empenhado em aprender, muitos avançaram os níveis outros estão em transição mais o que realmente importa é que o trabalho que estar sendo feito tem obtido resultados satisfatórios.



 Vale ressaltar que aproveitamos o momento para rever o que precisa ser feito pra continuar avançando poder ajudar aquele aluno que ainda encontra dificuldade, em leitura , escrita , interpretação, enfim nas suas habilidades.
  Essa reflexão e interação das professora e coordenadora e nós bolsistas  é imprescindível para a realização dessa analise pois, acredito eu que o trabalho feito de forma colaborativa tem muito mais chances de da certo do que feito sozinho.Essas experiencias que tenho vivido no PIBID de elaboração e aplicação de atividades tem sido de total importância para minha formação de professora, pois é praticando que venho aprendendo as habilidades da alfabetização, que não é um trabalho fácil nem muito menos simples. E a cada dia que passa   venho me convencendo que não nascemos professores, nós nus tornamos professores através das relações, e vivencias que temos ao longo da nossa caminhada profissional.  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

INTERVENÇÃO IV

Após a leitura e discussão do texto da autora Magda Soares do texto "Letrar é mais que alfabetizar" sugerido pela coordenadora Ivana de Deus com o objetivo de entendermos a importância de alfabetizar e letrar já que não basta á criança saber ler e escrever ela tem que saber fazer uso dessas habilidades.  E como ressalta Magda Soares: "É preciso ir além da simples
aquisição do código escrito, é preciso fazer uso da leitura e da escrita no cotidiano, apropria-se
da função social dessas duas práticas é preciso letrar-se."Esse momento de reflexão foi imprescindível para a realização das oficina a junção da teoria com a pratica é primordial para uma ação pedagogica.

Em seguida foi proposto para nós á elaboração do plano de aula a com o intuito de apresentar aos alunos de forma lúdica e prazerosa oficinas, com a finalidade de atender as demanda existente na sala de aula sobre alfabetização e letramento.  Para a realização dessas atividades pensamos em jogos e brincadeiras que proporcionarem a eles atividades que  eles brincando pudesse aprender .

E assim foi feito eu, Maria Sodré e Camila Caíres sentamos e começamos a elaborar, um plano onde teria tanto atividades lúdicas como atividade de leitura e escrita. Visemos dois jogos que pesquisamos nos sites de jogos educativos e achamos muito interessante, um foi a “maleta higiênica e o outro foi memoria silábica”.        

No dia 30 de junho de 215 todo o nosso material elaborado e dos demais colegas foi devidamente compartilhado e apresentado a coordenadora, a pesquisadora e supervisoras onde os mesmos puderam opinar e levantar questões a serem trabalhada e melhoradas dentro dos planos da oficina  e assim demos inicio a reelaboração desses planos com intuito de enriquecê-los e com isso possamos oferecer uma aula de qualidade aos alunos. Momento esse de muito aprendizado, pois a socialização desses conhecimentos além de nus dar um suporte, mostra a importância de trabalhar de forma  colaborativa.

Dessa forma eu sigo aprendendo e me tornando  professor de forma conjunta com a ajuda de todo o grupo ouvindo e colocando em pratica as experiencias e opiniões compartilhada em cada encontro do PIBID    Já nos dias 9 e 10 foi aplicada a oficina com os alunos pelas colegas Maria Sodré e Camila Caíres .
       
   




terça-feira, 14 de julho de 2015

Intervençao III genero musica

Nos dias 9 e 10 de junho estivemos na escola Vilma Brito Sarmento para a realização da III intervenção realizada em sala de aula ,desta feita utilizamos o gênero musica cujo  o titulo família, além da letra da musica impressa usamos slides e vídeo com os vários tipo de família que existe na atualidade. Particularmente achei que tivemos respaldo no nosso objetivo pois os alunos foram bastante participativos nas atividades principalmente no Quiz que foi realizado no segundo dia. Diante dessa intervenção de das demais antigas creio que cada dia que passa aprendemos mais e mais, temos muito que crescer ainda o manejo de sala ainda é um desafio que encontro pelo caminho.



 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

                                           Experiencias  no PIBID 




E assim eu sigo experimentado novas experiências no pibid. Com o intuito de entender o espaço escolar foi sugerido para nós pela coordenadora para que fossemos fazer uma pesquisa do tipo etnográfica. No entanto antes, fizemos leitura de autores do tipo DAYRELL, Juarez Tarcísio. A escola como espaço sociocultural; e GHEDIN, Evandro Franco; SANTORO, Maria Amélia. Questões de método na construção da pesquisa em educação. Para entendermos melhor o que é uma pesquisa etnografia.  
E após as leituras e rodas de conversas para o melhor entendimento do assunto realizamos de forma colaborativa dispositivos de pesquisas estivemos na escola, Vilma Brito Sarmento que estar localizada no loteamento da água branca, no bairro do jequienzinho da cidade de Jequié na Bahia. Para observamos como se da o espaço físico social e cultural da escola e as relações sócias dos atores que estão inseridos na instituição, pois como futuros professores precisamos ter ciência de como são configuradas as relações no ambiente escolar.
Diante da oportunidade de estar inserido na escola podemos entrevistar professores alunos, direção e coordenação e possamos a entender o contexto escolar. Apesar das dificuldades encontradas pelos sujeitos inserido naquela instituição como falta de estrutura física adequada para atender as necessidades dos alunos, e o descaso do poder publico para as necessidades existentes na escola.  Percebemos que entre os atores sociais da escola há uma relação de respeito mutuo uns pelos outros cada um com seus limites e sabendo qual é o seu papel na escola respeitando suas diferenças.
Assim que terminamos as observações e as entrevistas, analisamos os dados e passamos a ver a necessidade de estarmos inseridos também na sala de aula para observar a pratica da professora e entender quais eram as maiores necessidades existentes na sala de aula. Passamos assim a observa a sala da professora Maria Lucia do 4 ano e percebemos que a sala tem 21 alunos oriundos de classe trabalhadora e a mesma é heterogênea, ou seja, os alunos têm níveis variados.
Uma das maiores dificuldades encontradas em sala de aula estar relacionado à alfabetização, pois é justamente o motivo da heterogeneidade alguns alunos são alfabetizados e outros não é um desafio para a professora que tem que trabalhar de forma diferenciada.
Ao analisar os dados recolhidos na sala de aula fizemos a leitura do livro: Alfabetização: método sociolinguístico: Consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire.   Oneide e Olympio Mendonça. Este livro traz o método sociolinguístico como forma de alfabetização com o uso da palavra da palavra geradora. Leitura essa que foi imprescindível para a compreensão dos dados recolhidos na escola assim também como, a elaboração de hipóteses de diagnósticos.
Após a leitura fizemos debate e construímos um diagnostico para verificar mais profundamente as necessidades dos alunos. Aplicamos o diagnostico verificamos que dos 20 alunos 12 são alfabetizados e 8 estavam no nível silábico, ou seja, a maioria sabe ler e escrever com precisão e os outros ainda sentem dificuldades mais na leitura porque na escrita todos são copistas.
A partir dai passamos a elaborar atividades de intervenções com a finalidade de colabora com o ensino aprendizado dos alunos, ao mesmo tempo nós bolsistas aprendemos a alfabetizar, já que em todas as aplicações das atividades tivemos a observação e orientação da professora supervisora Maria Lucia. As atividades foram diversas utilizamos textos diversos como fabulas músicas, contos, poemas, e questões do tipo conteudistas, reflexivas e estruturalistas.
Fizemos passo a passo do método Paulo Freire e da palavra geradora, vale ressaltar que a escolha da palavra geradora foi feito através do universo vocabular da comunidade, ou seja, do contexto histórico que os alunos estão inseridos. e sobre isso Oneide e Olympio diz que   a codificação e a decodificação representa a fase necessária da exploração das potencialidades mentais do alfabetizando e é por meio das linguagens que deve proceder à técnica de ler e escreve. E Freire ressalta que: a interação verbal é colaboradora e enriquecedora do processo de alfabetização forma que sua pratica dinamiza e motiva o processo de ensino e aprendizado.
E os alunos participaram de forma gratificantes, com isso obtivemos resultados expressivos, onde alunos com dificuldades na escrita e na leitura evoluíram satisfatória. 
Dando seguimento a leitura e a escrita foi sugerido pela nossa coordenadora que fosse realizada juntamente com os alunos, um trabalho lúdico, onde a junção entre entretenimento e aprendizado trouxesse de forma prazerosa a leitura e escrita dos alunos, depois de debatermos a forma de elaboração decidimos fazer um scrapbook, ou seja, um espécie de diário onde pode se guarda as recordações. E assim foi feito, primeiro foi confeccionada pelas crianças uma caixa, onde os textos escritos por eles foram guardados e logo após os foram escrito os textos que seguiu a seguinte metodologia:
 Lemos textos para eles do tipo contos, fabulas, e pedimos a eles que escrevesse da forma que eles ouviram, depois corrigimos os textos individualmente cada bolsista com seus alunos, isso ocorreu porque cada bolsista ficou responsável por acompanha 4 alunos da sala para poder acompanha o desenvolvimento deles, ao retorna a sala no dia seguinte fizemos uma correção coletiva mostrando a eles onde estavam dificuldades, deles. Após isso eles reescreveram os textos com as correções, de estrutura e ortografia devidamente feitas.
Os textos foram colocados na caixa e guardados pela professora para eles sempre que poder retoma a atividade e ao mesmo tempo apreciar, o trabalho feito por eles, porque apesar de ter nossa orientação a participação dos alunos foi primordial para a elaboração dos trabalhos idealizados por nós, bolsista, coordenadora, e supervisores.  
Todos esses trabalhos feitos na escola foram expostos no seminário do pibid que foi realizado na universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em na cidade de Jequié no mês de dezembro. Assim também com as apresentações dos pôsteres, retratando nossa experiência.



Minha entrada na universidade


 Voltando as minhas experiências ao termina o ensino médio tentei incessantemente ingressar na universidade, pois tinha convicção de que não podia parar de estudar, não foi nada fácil tentei quatro vezes e não conseguir só na quinta tentativa conseguir entrar para a universidade. Outa vez me deparei com o novo e o medo foi inevitável, ate me acostumar com uma forma de ensino completamente diferente foi um inicio muito difícil.
No primeiro semestre quase que eu desistia da universidade, pois não entendia quase nada que era dito pelos professores por contar do vocabulário rebuscado e que alguns faziam questão de expor e por eu ter ficado muito fora da sala de aula. Tinha muitas dificuldades de compreender matérias como, psicologia, filosofia, por abordarem temas complexos. Vale ressaltar que tarefas como: Construir textos, apresentar seminário era um sacrifício pra mim e eu vivia atrás das colegas que sabia mais pra tirar minhas duvidas.
No segundo semestre já mais enturmada com os colegas e com a rotina da universidade fui me soltando e o medo foi ficando pra trás, não por muito, pois pequei uma matéria denominada sociologia da educação II, o que era aquilo, com um professor de uma qualificação que dispensa comentários, porém muito exigente e não era fácil passar por ele e não passei foi reprovada e repetir a matéria.
Já no terceiro e quarto semestre foi mais tranquilo as matérias eram especificas para a área de educação e dava para começa a entender qual o papel do professor. Nesse período tive a oportunidade de passar por duas escolas, uma de educação básica regular e outra de educação especial que me proporcionou experiências imprescindíveis para minha formação e foi na pratica que descobrir que educar não é tarefa fácil.  
Na escola de educação básica, fui para a sala de aula sem nenhuma experiência para substituir uma professora e lá tive que aprender fazendo, a experiência foi boa por dois motivos primeiro pude perceber que não da pra encara uma sala de aula sem saber o que realmente é ensinar e por outro foi à possibilidade de conhecer a realidade da escola publica da periferia.
Já na educação especial fui trabalhar como auxiliar percebi que pessoas com necessidades especiais podem sim se desenvolver socialmente e ter uma vida igual à de pessoa ditas normas. E educar essas crianças requer muito mais esforço e dedicação profissional, pois a atenção que deve ser dirigidas a eles também tem que ser especiais.     
Mesmo estando no meio do curso já percebo mudanças na forma pensar a educação, não dar para oferecer a mesma educação que eu tive nem utilizar dos mesmos métodos. E essas certezas já começam a se concretizar devido aos encontros e leituras de textos realizados no pibid. Projeto que me inserir com o intuito  de entender a educação na pratica.  
É imprescindível a interação entre os professores e colegas de curso, pois acredito que essa relação vai contribui para que eu possa ter uma formação de qualidade, assim também como as vivencias e experiências que o curso possa-me proporcionar. E é por esse motivo que tentando melhorar eu continuo enfrentando os medos e aceitando o novo.









Minhas Memorias 

 Primeiras vivencias na escola 




Meu nome é Simone Souza Silva, nasci em 28 de fevereiro de 1982, sou casada e não tenho filhos. Aos cinco anos de idade tive a primeira experiência escolar onde foi apresentada pela primeira vez a escola, tive medo, pois era um mundo novo e como tudo o que é novo é assustador.  Esse medo durou pouco, logo me enturmei com os colegas a professora era atenciosa e fazia de tudo pra integrar os novos alunos na escola, pois ela tinha consciência de que não era nada fácil pra nós sair da realidade em que estávamos para entrar em um mundo completamente diferente.
A minha escola era completamente tradicional, baseada no pensamento de Durkheim que dizia que a educação não é para a transformação e sim para a reprodução, onde o professor era visto como transmissor das verdades, detentor do conhecimento e o aluno uma espécie de tabula rasa pronta a ser preenchida, e cabia o aluno assimilar o maior número de conteúdo possível para adquirir conhecimento.  Ao citar o autor estou me referindo à forma de ensino de algumas professoras que tive no fundamental I, antigo “primário” lembro-me das dos enormes textos que elas colocavam no quadro para que fosse  copiados por nós sem nenhum tipo de reflexão. E isso trouxe consequências a minha formação pelo fato de não pratica a intepretação de texto encontro dificuldade quando tenho que interpretar textos, principalmente aqueles com vocabulários mais rebuscados.   
E como diz DAYRELL, a escola por não conseguir diferenciar cada aluno de acordo com contexto histórico tornando assim a escola um espaço homogêneo e funcional onde a diferença se reduz ao cognitivo onde o conhecimento é visto como produto que se dar por resultados e não no processo da aprendizagem. 
Uma das lembranças mais marcante da minha primeira escola era que, entravamos em filas íamos para o pátio da escola pra cantar o hino nacional e depois fazer uma oração isso nos dias normais porque na segunda feira além do hino nacional a bandeira do Bahia era erguida e cantávamos o hino da bandeira. Na época a diretora explicava que era um ato cívico e um dever da escola ensinar o hino e o significado da bandeira tanto do Brasil quanto da Bahia, confesso que participava desses rituais por obrigação, pois achava muito chato, sem falar que tínhamos que ficar em pé por mais de 30 minutos seguidos.      
Durante toda a minha trajetória na Educação Infantil, e ensino fundamental I passaram por mim professores muito especiais, uma delas foi à professora Dione que eu tive na 2ª série, pois além de ser uma ótima pessoa ela era uma profissional de muita qualidade e foi com ela que aprendi a ler e escrever. Apesar de a escola ser tradicional ela utilizava o método muito parecido com o de Paulo Freire para alfabetizar como, por exemplo, palavra geradora.  Freire utilizava esse método para entender o contexto em que o sujeito estava inserido transforma-lo em um sujeito critico e reflexível ao mesmo tempo em que os alfabetizava   
  Ela fazia assim, perguntava sobre o nosso cotidiano perguntas do tipo: Em que seu pai trabalha você tomou café hoje antes de vim a escola, o que você comeu. E dessas palavras ela forma outras seguidas frases e textos e foi assim que comecei a ler as minhas primeiras palavras.
 Quando foi para o ginásio na 5ª serie pensei que não fosse dar conta, mais uma vez me deparei com o novo, Todos os professores rígidos e inflexíveis na maneira de ensinar esse período muito difícil na minha vida porque tinha que aprender de qualquer jeito pra não repetir o ano. Ações também criticada por DAYRELL,o autor aponta que não há possibilidade de haver aprendizagem nessa forma de ensino porque para ele o aluno só vai aprender se houver um significado no que esta sendo passado, levando em consideração a compreensão que ele já tenha de determinado assunto.
Havia uma distancia enorme entre professor e aluno, pois os professores não davam espaço para o aluno colocar suas opiniões em sala de aula e também não havia nenhum tipo de relação afetiva a não ser por aqueles alunos com quem os professores simpatizavam, mais eram poucos muitas vezes encolhidos a dedo, pois existiam acepção de pessoas.
Em relação à avaliação eram feitas provas escritas e de múltipla escolha, teste de verificação de aprendizagem. Rara era as vezes que fazíamos atividades diferenciadas, um ou outro professor que orientava atividades diversas como: Apresentação teatral, jogos sendo que essas atividades eram complementares e as notas serviam de acréscimo para a ultima unidade.  Diante disso Rui Canario, supõe que a escola deveria se reinventar, ou seja, ela deveria ser um lugar onde possa desenvolver e estimular o gosto pelo intelectual, uma escola que se produza um local onde se formas seres críticos, reflexível e atuante.
Apesar de todos terem acesso a escola era comum ver vários de nossos colegas desistirem de ir à escola pelo fato de ter que trabalhar para ajudar no sustento da casa ou cuidar dos irmãos menores para os pais pudessem  trabalhar. Todos nós na época éramos filhos de família de classe trabalhadora e muitos pais  não tinha condições de manter lós na escola.Com todas essas dificuldades a escola tinha um papel fundamental na tentava conscientizar-nos que o momento era de estarmos na escola aprendendo e não fora da escola onde as nossas chances de sermos pessoas melhores, qualificadas, prontas para encara o mundo eram mínimas.
Embora não seja uma tarefa fácil ensinar, o ensino em si tem obtido modificações expressivas, creio por que tenha muita gente capacitada pesquisando e tentando colocar novas formas de construir o conhecimento uma vez que a sociedade muda às formas de aprendizados não pode ficar parado no tempo. Principalmente nos dias atuais em que a informação não se restringe a sala de aula, e por isso mesmo que a forma de ensinar de hoje é muito mais interessante do que a da minha época, porque há espaço para a reflexão, o aluno de hoje não se contentar mais em ouvir ele quer questionar, colocar suas opiniões e quer ser ouvido.