Minhas Memorias
Primeiras vivencias na escola
Meu nome é Simone Souza Silva, nasci em 28 de fevereiro de 1982, sou casada e não tenho filhos. Aos cinco anos de idade tive a primeira experiência escolar onde foi apresentada pela primeira vez a escola, tive medo, pois era um mundo novo e como tudo o que é novo é assustador. Esse medo durou pouco, logo me enturmei com os colegas a professora era atenciosa e fazia de tudo pra integrar os novos alunos na escola, pois ela tinha consciência de que não era nada fácil pra nós sair da realidade em que estávamos para entrar em um mundo completamente diferente.
A minha escola era completamente tradicional, baseada no pensamento de Durkheim que dizia que a educação não é para a transformação e sim para a reprodução, onde o professor era visto como transmissor das verdades, detentor do conhecimento e o aluno uma espécie de tabula rasa pronta a ser preenchida, e cabia o aluno assimilar o maior número de conteúdo possível para adquirir conhecimento. Ao citar o autor estou me referindo à forma de ensino de algumas professoras que tive no fundamental I, antigo “primário” lembro-me das dos enormes textos que elas colocavam no quadro para que fosse copiados por nós sem nenhum tipo de reflexão. E isso trouxe consequências a minha formação pelo fato de não pratica a intepretação de texto encontro dificuldade quando tenho que interpretar textos, principalmente aqueles com vocabulários mais rebuscados.
E como diz DAYRELL, a escola por não conseguir diferenciar cada aluno de acordo com contexto histórico tornando assim a escola um espaço homogêneo e funcional onde a diferença se reduz ao cognitivo onde o conhecimento é visto como produto que se dar por resultados e não no processo da aprendizagem.
Uma das lembranças mais marcante da minha primeira escola era que, entravamos em filas íamos para o pátio da escola pra cantar o hino nacional e depois fazer uma oração isso nos dias normais porque na segunda feira além do hino nacional a bandeira do Bahia era erguida e cantávamos o hino da bandeira. Na época a diretora explicava que era um ato cívico e um dever da escola ensinar o hino e o significado da bandeira tanto do Brasil quanto da Bahia, confesso que participava desses rituais por obrigação, pois achava muito chato, sem falar que tínhamos que ficar em pé por mais de 30 minutos seguidos.
Durante toda a minha trajetória na Educação Infantil, e ensino fundamental I passaram por mim professores muito especiais, uma delas foi à professora Dione que eu tive na 2ª série, pois além de ser uma ótima pessoa ela era uma profissional de muita qualidade e foi com ela que aprendi a ler e escrever. Apesar de a escola ser tradicional ela utilizava o método muito parecido com o de Paulo Freire para alfabetizar como, por exemplo, palavra geradora. Freire utilizava esse método para entender o contexto em que o sujeito estava inserido transforma-lo em um sujeito critico e reflexível ao mesmo tempo em que os alfabetizava
Ela fazia assim, perguntava sobre o nosso cotidiano perguntas do tipo: Em que seu pai trabalha você tomou café hoje antes de vim a escola, o que você comeu. E dessas palavras ela forma outras seguidas frases e textos e foi assim que comecei a ler as minhas primeiras palavras.
Quando foi para o ginásio na 5ª serie pensei que não fosse dar conta, mais uma vez me deparei com o novo, Todos os professores rígidos e inflexíveis na maneira de ensinar esse período muito difícil na minha vida porque tinha que aprender de qualquer jeito pra não repetir o ano. Ações também criticada por DAYRELL,o autor aponta que não há possibilidade de haver aprendizagem nessa forma de ensino porque para ele o aluno só vai aprender se houver um significado no que esta sendo passado, levando em consideração a compreensão que ele já tenha de determinado assunto.
Havia uma distancia enorme entre professor e aluno, pois os professores não davam espaço para o aluno colocar suas opiniões em sala de aula e também não havia nenhum tipo de relação afetiva a não ser por aqueles alunos com quem os professores simpatizavam, mais eram poucos muitas vezes encolhidos a dedo, pois existiam acepção de pessoas.
Em relação à avaliação eram feitas provas escritas e de múltipla escolha, teste de verificação de aprendizagem. Rara era as vezes que fazíamos atividades diferenciadas, um ou outro professor que orientava atividades diversas como: Apresentação teatral, jogos sendo que essas atividades eram complementares e as notas serviam de acréscimo para a ultima unidade. Diante disso Rui Canario, supõe que a escola deveria se reinventar, ou seja, ela deveria ser um lugar onde possa desenvolver e estimular o gosto pelo intelectual, uma escola que se produza um local onde se formas seres críticos, reflexível e atuante.
Apesar de todos terem acesso a escola era comum ver vários de nossos colegas desistirem de ir à escola pelo fato de ter que trabalhar para ajudar no sustento da casa ou cuidar dos irmãos menores para os pais pudessem trabalhar. Todos nós na época éramos filhos de família de classe trabalhadora e muitos pais não tinha condições de manter lós na escola.Com todas essas dificuldades a escola tinha um papel fundamental na tentava conscientizar-nos que o momento era de estarmos na escola aprendendo e não fora da escola onde as nossas chances de sermos pessoas melhores, qualificadas, prontas para encara o mundo eram mínimas.
Embora não seja uma tarefa fácil ensinar, o ensino em si tem obtido modificações expressivas, creio por que tenha muita gente capacitada pesquisando e tentando colocar novas formas de construir o conhecimento uma vez que a sociedade muda às formas de aprendizados não pode ficar parado no tempo. Principalmente nos dias atuais em que a informação não se restringe a sala de aula, e por isso mesmo que a forma de ensinar de hoje é muito mais interessante do que a da minha época, porque há espaço para a reflexão, o aluno de hoje não se contentar mais em ouvir ele quer questionar, colocar suas opiniões e quer ser ouvido.